quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ludleopelomundo.blogspot.com

ludleopelomundo.blogspot.com
Olha o truque: botei o nome do novo blog no título para aparecer no blogroll de quem acompanha o ludleoreloaded. Porque eu fico trocando de blog e isso avacalha os links das pessoas.

Esse negócio de ficar mudando de blog é engraçado, né? Eu já tive:

O Disneylud, quando trabalhei na Disney;

Lud & Leo, quando me casei e me mudei para interior;

O Ludmilismos, quando me tornei uma feminista prática (antes eu era teórica);

lLud & Leo reloaded, para contar como eu e o Leo estávamos nos preparando para sair pelo mundo;

E agora o Lud & Leo pelo mundo, para contar as nossas aventuras a partir de um mês do embarque.

E sem esquecer o minimalizo, para falar de minimalismo junto com a Fê.

Em suma, toda vez que mudo de fase, mudo de blog. Talvez fosse mais fácil fazer um blogão chamado donaludmila, mas a variedade é tempero da vida. Pelo menos eu acho.

Eu sou uma pessoa muito varienta.

domingo, 25 de novembro de 2012

Faltam só 4 semanas de trabalho!

A última semana foi bem meia-boca: o Leo teve de ir pra BH, e eu fiquei sozinha e a pé. O que não seria  problema se não estivéssemos na temporada de chuvas de Brasília, uma cidade plana que adora alagar. Confesso que meu amor pelo transporte público diminuiu bastante, mesmo com um dos motoristas do ônibus que eu pego ter ficado com dó de mim e deixado eu embarcar, embora ele estivesse entregando o veículo no ponto final.

A minha conclusão é que ficar com os pés (e as meias, e o sapatos, e a calça abaixo do joelho) encharcados me deixa de mau-humor. E que se eu pegasse ônibus sempre, e não só de vez em quando, eu definitivamente compraria umas galochas e uma capa de chuva. Que, não sei porque cargas d'água, não é fácil de achar no Brasil, um país tropical no qual chove tanto.

A parte boa é que a semana terminou, o Leo voltou, e agora só faltam 20 dias úteis para a nossa alforria licença! Dia 21 de dezembro a gente devolve o apê, pega o carro e se manda para BH, onde vamos passar o natal, nos despedir dos amigos e embarcar!

Para comemorar, blog novo: ludleopelomundo.blogspot.com. E Facebook: www.facebook.com/ludleopelomundo. Vejo vocês lá!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

James Bond, seu estúpido

Fui ver Skyfall. Já que tinha um monte de críticas elogiando e que eu tinha visto Casino Royale e gostado da Vesper.

Meu único consolo é que paguei meia (por causa do cartão de crédito). Por que James Bond, né. Aquela coisa babaca de ser durão e playboy. E machista até o último fio de cabelo (ralo - se bem que quem sou eu para falar).

Atenção: revelações do roteiro à frente.

Agente de campo Eve. Quer dizer, ex-agente de campo
A história começa com uma perseguição automobilística. Quem dirige é uma agente, a Eve. Imaginei: progresso, uma agente mulher! Que nada. Na caçada, ela quebra o espelho retrovisor do carro (coisa que agentes homens nunca fazem no cinema) e tem de escutar do bonitão: "Tudo bem, você não estava usando ele mesmo". Momentos depois, ele AGARRA o volante para fazer o carro bater no alvo. Ela agarra o volante enquanto ela está dirigindo, gente. Acho que é a maior ofensa que você pode fazer a um motorista. Nunca vi nenhum personagem agarrar o volante quando o motorista... é homem.

Bond passa o resto do filme fazendo piadinhas com Eve (tá certo que ela atirou nele. Mas cara... desapega!). E no final do filme ela deixa de ser agente de campo pra virar secretária da chefia do MI6. Vi umas discussões na net em que pessoas defendiam que foi ela que escolheu - livremente - deixar de atuar em campo, e que a posição burocrática assumida era importante, então NEM É uma situação machista. Não, imagina. Tem muito mais glamour ficar atrás da mesa.

A M, única mulher em situação de comando no MI6, morre e é substituída pelo Ralph Fiennes. Antes disso, ela enfrenta uma CPI britânica e é incapaz de se defender. No interrogatório, quem interfere para ajudá-la? O Ralph Fiennes, claro, por que como é que uma mulher ia dar conta de se explicar sozinha?

E tem a Sévérine, a Bond Girl da vez. Cuja escravidão sexual começou aos 12 anos. Que pede ajuda ao Bond. E o que ele faz? Chega no barco dela e vai entrando junto com a moça no chuveiro. (De novo: o povo da net diz que ela estava esperando Bond com duas taças de champanhe. No mundo de quem duas taças significam  automaticamente sexo? E se ela só queria tomar umas?)

Se alguém acha que o James Bond está ficando menos machista - como o Casino Royale autoriza a imaginar -, tá na hora de rever seus conceitos.

Mudando totalmente de assunto: o Daniel Craig não tem lábio superior. O Leo disse que ele trocou pela licença para matar.

É o Bond do Tigrão


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cabeça redonda e ventos favoráveis

O meu lindíssimo corte de cabelo Playmobil foi crescendo e começou a tomar o formato de cogumelo do penteado do Javier Barden em Onde os Fracos Não Têm Vez. Aí voltei à cabeleireira e pedi pra ela fazer um corte que permitisse que o cabelo crescesse sem precisar de retoques constantes (o Playmobil precisava, eu é que não providenciava).

O salão da moça é no subsolo do prédio onde o Leo trabalha. Ela corta bem e não cobra caro. Mas é chata, gente. O Leo cortou lá uma vez e saiu indignado, porque ela o acusou (a palavra é essa mesmo) de "ter deixado o cabelo crescer muito". Eu respondi que ele tinha feito certo em não retrucar, porque não se deve contrariar uma pessoa que está empunhando uma tesoura afiada na altura do nossos olhos.

Quanto a mim, toda vez que vou lá ela fala mal do cabelo pré-corte - sendo que é ela que corta, vejam bem. E sempre diz que "agora está muito melhor, mais jovem". Eu não sei o que fazer com tanta juventude.

A parte boa é que, depois de ter reclamado bastante que o meu cabelo estava muito quadrado e curto, ela fez um monte de camadas e eu saí de lá com uma linda cabeça redonda, que é o meu estilo preferido (porque acho que ele envia toda uma mensagem subliminar a respeito do tamanho do meu cérebro - cabeção, né, gente?)

A outra notícia boa é que as negociações a respeito da minha licença estão caminhando lindamente. Acho que agora sai.

sábado, 17 de novembro de 2012

Primavera em Paris


Eu tenho um monte de sonhos, como quase todo mundo. Uns se realizam, outros não; alguns são esquecidos. Volta e meia surge um novo.

Faz muito tempo (tipo 20 anos, sério) que tenho vontade de morar uma temporada em Paris. Morar mesmo: alugar um apartamento, fazer mercado, cozinhar em casa. Já flertei com a ideia em mais de uma ocasião, mas acabei não batendo o martelo. Será medo de trocar o sonho de uma cidade perfeita por uma realidade menos encantadora?

Então uma das paradas do nosso sabático será Paris. Vamos passar abril (o mês do meu aniversário!) todinho lá. Originalmente eu queria estudar francês, mas o Leo me convenceu que vale mais a pena estudar em uma cidade mais barata (Lyon, que parece ser fofa!) e passar cada hora disponível na Cidade-Luz passeando e nos divertindo.

Está decidido mesmo: não só escolhemos o apartamento como pagamos. A empresa só libera o dinheiro para o locatário depois que a gente se instala, mas a grana já foi descontada no cartão.

Não tem mais volta. É realizar o sonho ou realizar o sonho!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Novidades da Alemanha

Já faz mais de ano que eu e o Leo decidimos vender tudo e nos lançarmos em uma grande aventura. Aí, no segundo semestre de 2012, não é que a irmã I. arrumou um emprego na Alemanha - e já se mandou pra lá?

Ficamos felizes porque um pedaço da família vai ficar mais perto da gente em 2013. Mas ainda estou me recuperando do choque. Faz um tempão que a gente está pensando, planejando, economizando. Já ela resolveu ir pra Europa e uns meses depois estava lá, instalada e pimpona.

E olha que sorte (pra ela e pra nós): ela está morando em Frankfurt, que é hub de rotas aéreas. Vai ser fácil visitar e passear.

Sem falar que a possibilidade de ir várias vezes à Alemanha me deixou empolgada a aprender uma língua nova. Aí a irmã I. me mandou segurar a onda: segundo uma amiga dela (que fala inglês e francês e trabalha em uma empresa internacional de alta tecnologia - a última reunião de trabalho dela foi em Paris, gente), "a vida é muito curta para aprender alemão".

Cara, que dúvida: aprendo alemão ou umas duas ou três línguas mais fáceis?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Frustração e ansiedade

Continuo enrolada com a minha licença do trabalho. Ontem finalmente consegui falar com uma chefona e ela explicou que o problema é que, se eles dão licenças maiores que um ano, dá briga na hora de contratar gente nova ("se vocês estão precisando de funcionários, porque deixam os que vocês têm ficarem fora um tempão?").

Ou seja: não é uma questão de boa-vontade dos poderes superiores, é questão de política interna. E se eu soubesse disso há dois, três meses, eu já teria começado a planejar a vida dentro das possibilidades que tenho. A culpa é minha mesmo, que preferi acreditar em uma abordagem gradativa e delicada em vez de ir direto à cúpula - e levar logo um não pelas fuças. Em termos práticos, além das longas semanas de ansiedade, as passagens aéreas andaram ficando mais caras e os apezinhos legais e em conta estão sendo alugados.

Como a esperança é a última que morre, ainda me agarro a fiapos dela enquanto espero uma resposta definitiva na sexta-feira.

Mas já estou organizando a papelada para o plano B.

sábado, 3 de novembro de 2012

Saldo das férias

Estive de férias. Duas semanas passadas com a família e os amigos em BH. Fiquei muito à toa, conversei muito, pensei muito.

Principalmente em uma frase que li na internet (sem autoria): "A gente não está aqui para se descobrir. A gente está aqui para se construir."

Achei tão bonito e tão autônomo. "Se descobrir" pressupõe que você nasce com qualidades e aspirações prontas, e conhecê-las é a chave para alcançar o sucesso e a felicidade. "Se construir" quer dizer que você pode decidir o que é importante e trabalhar nisso, sem ter de ficar esperando uma revelação iluminada sobre o seu eu interior.

"Se construir" te chama na responsa.

Concordo que é mais fácil buscar caminhos que estejam em harmonia com nossos gostos e inclinações. Só que a gente tem um monte, um montão de gostos e inclinações. E se fizermos só o que é agradável e fácil, é bem possível que fiquemos patinando sem sair do lugar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Desembaraço de carga

(Desse jeito o blog vai virar um diário do meu relacionamento com a administração pública, mas acho bom contar quando a genta é bem atendida e tudo dá certo, já que muita gente adora reclamar que "nada funciona neste país".)

Meus pais viajaram no início do ano para os Estados Unidos. Minha mãe comprou uns lustres (herdei minha pão-durice dela, mas de uns tempos pra cá ela anda valente com as compras). A loja se encarregou de mandar entregar no Brasil.

Um monte de e-mails e oito meses depois, chegou a notícia que os lustres estavam no terminal de cargas do aeroporto de Confins. Meu pai consultou um despachante, que adiantou que cobraria um salário mínimo para cuidar do caso. 

Desaprovei o despachante, porque lembram, a pão-durice... Consultei a internet, a mãe de todas as repostas, e achei rapidinho instruções da Infraero. Fiz umas ligações, confirmei uns procedimentos, e ontem meu pai, o Leo e eu nos mandamos para o aeroporto. 

Confins, como bem diz o nome, é longe pra caramba. Gastamos o mesmo tempo indo e voltando e liberando os lustres (2 h para cada). Chegando no terminal, passamos na Receita Federal (para pagar o Imposto de Importação), na Receita Estadual (para pagar o ICMS) e na Infraero (para pagar a taxa de capatazia e armazenagem). Emitem as guias na hora, e meu pai pagou tudo no caixa rápido do Banco do Brasil. 

Andamos de lá pra cá e de volta de novo, mas todo mundo que nos atendeu foi atencioso e paciente. E o moço da Receita Federal ainda lembrou que, se a gente olhasse as guias e achasse que o total dos pagamentos era uma loucura, podia sair correndo e largar a encomenda lá. 

No fim das contas, as taxas e impostos dobraram o custo dos lustres. Mas como eu disse, minha mãe está valente. 





terça-feira, 16 de outubro de 2012

Certidão Negativa de Débitos

Recebi uma cartinha da Receita Federal me cobrando uns dinheiros. Nem me afligi muito, porque eu tinha certeza que estava pago (e também porque os dinheiros eram poucos).

Tem um centro de atendimento virtual no site da Receita (o e-CAC). Fucei por lá e descobri que eu tinha declarado em 2009 uns débitos de renda variável (na época, o Leo brincava com ações e a gente ganhou uns tostões). Declarei e paguei, mas os valores eram relativos a meses específicos e eu fiz um pagamento grandão somando tudo. O sistema não enxergou. Logo, cartinha.

Juntei os meus papéis e fui bater na porta do atendimento físico ao contribuinte. Cheguei lá às 7 da manhã, hora em que começa o expediente, crente que ia ficar até o almoço. Saí de lá às 7:25, com uma certidão negativa de débitos na mão (que eu nem pedi - depois de encaixar meu pagamento gordo nos débitos em aberto, o atendente imprimiu e me deu).

A parte ruim? É que eu cheguei ao trabalho cedo, cedíssimo.